18 agosto, 2006

Amar não pretende entender...
e o acaso não pretende encontrar. E eu que vi na noite o acaso na busca de um sim, que não veio, e que não virá, sei que sou o reflexo daquelas palavras, daquele beijo.
Sou um espectro do nosso encontro, da sua voz, e de mãos em meu colo, em meu corpo, em meus olhos descrentes.
Caberá ao teu carácter dúbio, à dualidade da sua alma, ao sim e o não rompendo os limites trêmulos do meu vestido, desvendar o mistério do nosso tão pensado futuro.
E aqueles versos ecoarão mais que sonoros, entre os laços tortos das nossas mãos afins...
um beijo

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