27 maio, 2006

Veio como se guardasse a lua no peito
inflava egoisticamente teus seios
como se fossem de longe
as curvas mais vastas e vagas
que não sugerem, intimam.
E seguia assim rígida e curvilínea
castanha, toda
pele, pupilas, paixão e pelugem
não era casta, calma , serena ou sutil
Era assim atrevida.
Nervos e pétalas à flor da pele
DOURAVAM SOB A INCANDESCÊNCIA e frevor dos amarelos]
E no ebulir da tua boca, riam-se loucas todas as pretenções
e todo resquício se lucidez e pudor exalavam-se,
como a pureza bruta
[semipreciosidade]
que o tédio faz lapidar.
Como o sublime criador a pouco a talhara nas mãos,
vinha nua
coberta de vento, bruma e um amor dourado
e teus fios de cachos confusos
encaixavam nos moldes das curvas, harmoniosamente,
sutilmente, gentilmente
e todos os "mentes" que a mente não capita por mentir sua sensibilidade...
A menta exala do ego exaltado, e fascina a sina de cativar.
E nada podia camuflar
Teu ímpeto, teu ínfimo cuidado,
teu infame desejo.
E nada calava tua imagem sonora
desafinando os corpos
desafiando, insensatez.
Cabe a ela a ingenuidade atônita]
mas basta a ela decorar
Neruda, Bodeleire e a sala morta
um canto vazio
pede apetrechos
almas vazias são mariposas buscando a luz.

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