Manhã chove pra trazer de volta o gris.
Eu, sentada no décimo quarto andar, vendo o mundo do pico, do ápice de minhas doidas paixões. E num delírio eufórico, te vi cruzar a Bahia lá do Lisboa. Tragava meu Hollywood, zonza de Cubas mil. Ouvia do meu rádio do Paraguai, afros tambores que, somados às castanholas que zumbiam das abotoaduras da sua camisa de seda da Índia, eram uma sinfonia de valsas e polcas e maracatus.
E você assim, vindo a passos largos, e o mundo inteiro cabia nos teus braços, abertos, escancarados, mas sorri...
éramos só nós dois.
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